sexta-feira, 5 de agosto de 2016

COTAS PARA AFRODESCENDENTES CONCURSOS PÚBLICOS

Olá caro leitor, depois de muito tempo sem postar nada (confesso que estava sem vontade rrs), resolvi comentar para quem quer que seja sobre um tema um tanto polêmico, quando digo polêmico não estou exagerando, pelo contrário estou pegando leve, digo isso pois esse ano (2016) me vi em torno desse debate, pude conviver de perto e observar as opiniões e comentários das pessoas.

  Fui aprovado em um concurso e como vários outros entrei em um grupo do whatsapp formado por aprovados, nesse grupo haviam várias pessoas dentre eles os revoltados com as cotas (Além da lei federal, aqui no município de Serra/ES existe uma lei a parte que determina que 30% das vagas sejam destinadas a afrodescendentes) pois bem, muitos estavam revoltados pois não aceitavam que pessoas com menor pontuação estivessem à sua frente na classificação (O que não condiz, pois eles disputavam a parte reservada), o que me deixou pensativo foi a reação das pessoas, e a forma de falar não se preocupando com o colega que estava ali no grupo...mas não vou me aprofundar muito...resolvi refletir, será que o sistema de cotas é injusto? 

 Vamos la, segundo o que pesquisei, se no edital do concurso não estiver escrito que o candidato precisa apresentar o fenótipo negro, este poderá disputar as vagas reservadas caso apresente o genótipo, Ai você deve estar se perguntando: Fenótipo?, genótipo?...kkk ok, lembrando das aulas de genética no ensino médio, Fenótipo seria apresentar a cor preta, ou seja, ser realmente negro, enquanto o genótipo seria como descendência,  não é negro porém sua mãe, seu pai ou seu tataravô é, partindo desse conceito percebi que alguns reprovados na prova objetiva (Brancos igual neve) resolveram entrar com um mandato de segurança  querendo disputar as vagas reservadas (Interessante que só resolveram entrar depois que confirmaram a nota ruim). Mas e ai, as cotas são ou não injustas?

 Voltando ao tempo, sabemos que os negros foram escravizados durante décadas, foram transportados em porões de navios e usados como mercadorias, e o pior, tudo isso de forma legal, até ai tudo bem, você já sabia não e nenhuma novidade pra você bla bla bla, no Brasil havia uma pressão muito grande sobre a já fragilizada monarquia, vários protestos pedindo a abolição da escravidão e a libertação dos negros (Lembrando que os negros foram trazidos da africa para a America, pelos porcos ingleses, portugueses, franceses, e aqui os negros tiveram seus filhos, ou seja brasileiros natos, filho de estrangeiro nascido no Brasil é brasileiro nato)  com a pressão popular não só pela abolição da escravidão, mas também contra a monarquia, eis que surge uma suposta "heroína", que mesmo sobre a pressão dos latifundiários que dominaram o Brasil por anos, resolveu assinar a lei áurea, mas será que ela assinou porque era boazinha? vejamos a monarquia estava sem o apoio do povo, que desejavam a republica, então ela simplesmente teve um ato de "bondade" libertando os escravos e consequentemente dando uma aliviada na imagem do trono..mas e agora, os negros já estão de boa? nada disso, foram abandonados a própria sorte e marginalizados e sofrendo com o nosso atual problema "Racismo" ou seja o negro se via em uma situação bastante infeliz, e sem opção retornava para os senhores e continuavam escravos.

Voltando as cotas, na minha opinião ela esta longe de apagar todos os danos causados por esses longos anos de exploração, porém, é sim, uma forma de indenização para ao menos tentar mostrar que estamos interessados em fazer um pouco de justiça o cerca do ocorrido no passado, a lei de cotas federal sancionada pela presidente Dilma tem duração de dez anos, nesse período a lei pretende aumentar a população negra nas repartições públicas.  


terça-feira, 22 de março de 2016

A MÚSICA E SUA INFLUÊNCIA


 Pode a música influenciar no comportamento de um jovem? hoje estava refletindo o meu próprio pensamento a respeito dessa questão, seria a música o grande responsável pelos valores de um adolescente?
 Não é de hoje que a música tem um grande poder de influência, não só nos mais jovens, mas também nos adultos, quem nunca ouviu o vovô contando suas grandes histórias no rock ou no forró, seus tios que até hoje sabem fazer os passinhos que segundo eles, foram destaques nos bailes da cidade, bem, verdade ou não, sempre escutamos as histórias, nos álbuns de fotografias observamos aqueles estilos extravagantes, cabelos com topetes enormes e vestidos com bolinhas, eram os costumes que marcaram época e na sua grande maioria influenciados pela música.
 Nos tempos de hoje, ano 2016 o que temos à oferecer culturalmente para nossos jovens, quais são os estilos musicais que formam os maiores grupos sociais? o que os inspiram?
 Olha, ao pensar sobre, fiquei preocupado, hoje nossos jovens na sua grande maioria escutam músicas modernas que incentivam uma nova geração voltada a ostentação, exibicionismo, sexo, drogas, selfs, crimes...
  Convenhamos antigamente nem todas as músicas falavam coisas boas "Sexo, drogas e rock in roll" foi um slogan de sucesso, porém a família estava muito presente ai de quem não ficasse na linha, quem queria um pouco de rebeldia fazia escondido, muito bem escondido.
 Com o passar do tempo as mulheres merecidamente conquistaram seu espaço elas trabalham duro, recebem de forma igual, na família moderna brasileira não existe dona de casa, o casal trabalha junto, talvez foi uma adaptação pela sobrevivência a mulher precisa trabalhar para a família conseguir sobreviver, e os filhos? mas esse é um assunto que quero comentar em um outro post.
 Voltando ao caput, hoje percebo alguns jovens escrevendo músicas com um incentivo diferente, influenciando os jovens a buscarem seus direitos, a viverem pelo principio do amor, ritmos como o hip hop, o reggae e até mesmo o funk com letras que vão além da ostentação do dinheiro ou sexo, indo para o lado de conscientização.
 Não sou contra nenhum tipo de música sou eclético, gosto de todas, é sério de todas! porém já tenho minha consciência formada do que é bom e do que é ruim para mim..e nossos jovens? cada vez mais livres, como estão? Vou deixar essa pergunta no ar para refletirmos.

Um grande abraço!

Paulo Henrique Agapito de Assis